Enquanto andava, sentia as rochas pretas ferirem-me os pés, mas não sentia dor, pois tudo era tão pacifico.
O vento era suave, e com ele trazia aragens quentes que me diziam ser do vulcão, e me chamavam pelo nome.
Não levou muito tempo a chegar ao cume, que se encontrava levemente quente, de onde jorravam jactos de calor, que me seduziam a avançar para o interior!
No interior, tudo era precisamente,
isolado
e sabia bem o silêncio, e o sabor a morte que se fazia sentir, com os gazes do vulcão.
fechei os olhos e limitei-me a sentir, disse para mim que se a natureza me havia chamado, então não havia porque ter medo.
Com os olhos fechados, e em instantes, senti tudo a desabar à minha volta, julguei ser a minha imaginação, mas era um sentimento real demais para estar só na minha cabeça.
O calor aumentava repentinamente, senti-me aninhado por instantes, mas abri os olhos e vi que o que restava do cume era eu.
Mas não restaria por muito tempo.
A lava começava a perfurar-me lentamente, mas eu não sentia dor. Apenas me sentia feliz. Ao menos antes de me desfazer entre a lava, esta desejou-me e consumiu-me. E mais que tudo, libertou-me do meu purgatório.

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