quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Ontem a noite para mim foi longa, porque não te vi...
Mais longa que as simples manhãs de pura neblina, em que tu e eu gostava-mos de nos recostar num banco de jardim, e sentir aquela brisa no ar, o deambular das folhas que se querem soltar das àrvores e relembrar imagens que nos ficam na memória, como fotografias, que nos fazem querer desaparecer por instantes e tornarmo-nos um só corpo, que se entrega para amar.
Mas a manhã de pura neblina passou tão rápido por mim, como areia entre as mãos, tão rápido que já nem recordo o teu olhar naquele dia, nem as gargalhadas que fizeste ressoar nas àrvores e no banco.
Mas o teu olhar desta noite está-me gravado, no fundo da minha alma, porque tu estas preso em mim, e mesmo que partas do meu mundo, como hoje partis-te, ficarás sempre comigo, nas horas em que sempre estiveste...
Pois és o infinito em mim

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