sábado, 23 de janeiro de 2010

Skindive - No more good guys


I died today,
but I'm still breathing,
bleeding,
for now,
I'm broken.

You left me here,
Capsized and sinking,
thinking, right now,
there's no more good guys.

You left me standing here,
alone and colder,
I hope that some day soon,
the pain inside will stop.

You died today,
but you're still breathing,
in my mind,
that is,
there's no more good guys.

You left me standing here,
alone and colder,
I hope that some day soon,
the pain inside will stop
I hoped you'd see me,
I hoped you'd understand,
Or crucify me for my failings,
my cruel ambition,
hardly justified,
and the pain inside will ... stop.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Text I

Acordei, e não estavas aninhado no meu corpo nem enroscado nos lençois de seda. A luz entrava pelas nesgas abertas dos estores e mal se viam as malas que estavam preparadas para a tua partida.
Levantei-me surpreso, pois nada do que restava do quarto tinha o teu cheiro, o teu brilho... o teu tocar.
Do meu lado da cama, os chinelos e um tapete gasto pelas noites de amor em que os nossos corpos se uniam com o chão.
Abri os estores.
Lisboa estava linda e movimentada, como sempre, mas no quarto o tempo parece parado pela falta que me fazes.
Abri as malas e só vi a tua roupa sem cheiro, fotografias, mais roupa, fotografias, cartas, mais fotografias, lenços...
Nem um sinal da tua presença.
Senti-me vazio, uma aragem, uma brisa, algo que chamava por mim, e que tinha o teu nome, o teu cheiro. Procurei.te em todos os cantos do quarto de hotel, até pressentir um cheiro diferente do de quando me beijas, que me fez arrepiar . A porta da casa de banho estava semi aberta, a luz do espelho estava ligada e este estava partido em mil pedaços.No chão, a cor vermelha abundava e eu entrei em choque.
Segui o rasto deixado e encontrei o teu corpo a boiar sobre um mar de pétalas de tulipas bordeaux, aquelas que comprara ontem.
Eras tu e fui eu, pois os pedaços que faltavam no espelho estão presos no meu corpo, e eu que não tinha coração...

Dear diary:

Hoje Partiu, Ontem Partiu...
Só queria dizer-lhe:
"Não tenho mais forças para resistir, Deixa-me ser teu"
dizes-lhe por mim?

**

Ouvi dizer - Ornatos Violeta



"A cidade está deserta, e alguém escreveu o teu nome em toda a parte
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas
em todo o lado és a palavra repetida ao expoente da loucura
ora amarga, ora doce
para nos lembrar que o amor é um doença, quando nele julgamos ver a nossa cura"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Marta - ornatos violeta


"Mas seus olhos vertem a dor
de morrer p'ra não matar"

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


A escuridão da sala, o silêncio e o som da tua voz que continua permanente no meu ouvido.
São apenas coisas de que me tento abster, e tento nem lembrar. Aquela noite em que o teu sorriso se abriu para mim...
Este passado que é tão presente e está tão preso entre nós, mas não me deixa acordar.
Principalmente, recordo-me do som do teu piano desafinado e da tua voz, doce e serena. Lembro-me do teu olhar, sim, se era o teu verdadeiro olhar, aquele que chora à minha frente e que me tenta dizer 'adeus'.
Por momentos ainda pensei que me pertencias, que os dias em que os nossos corpos se tocavam eram algo especial, que para mim foram e que sempre serão.
Às vezes ainda penso que estas comigo, mas tento acordar e perceber que não estas, que foste com a sombra do teu silêncio, mas continuas iluminado pela minha lembrança.
O teu silêncio torna-se profundo como um punhal que me atravessa a alma e me devolve o que sou.
E o que sou? Nem eu próprio sei!

Sia - breath me - six feet under





Help, I have done it again
I have been here many times before
I hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me

Ouch

I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
Lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
and needy
Warm me up
And breathe me



domingo, 10 de janeiro de 2010

Sentir dor

Está escuro. Perto do cume do vulcão tudo parece calmo e pacifico, um vulcão que se adormeceu à muito tempo atrás.
Enquanto andava, sentia as rochas pretas ferirem-me os pés, mas não sentia dor, pois tudo era tão pacifico.
O vento era suave, e com ele trazia aragens quentes que me diziam ser do vulcão, e me chamavam pelo nome.
Não levou muito tempo a chegar ao cume, que se encontrava levemente quente, de onde jorravam jactos de calor, que me seduziam a avançar para o interior!
No interior, tudo era precisamente,

isolado

e sabia bem o silêncio, e o sabor a morte que se fazia sentir, com os gazes do vulcão.
fechei os olhos e limitei-me a sentir, disse para mim que se a natureza me havia chamado, então não havia porque ter medo.
Com os olhos fechados, e em instantes, senti tudo a desabar à minha volta, julguei ser a minha imaginação, mas era um sentimento real demais para estar só na minha cabeça.
O calor aumentava repentinamente, senti-me aninhado por instantes, mas abri os olhos e vi que o que restava do cume era eu.
Mas não restaria por muito tempo.

A lava começava a perfurar-me lentamente, mas eu não sentia dor. Apenas me sentia feliz. Ao menos antes de me desfazer entre a lava, esta desejou-me e consumiu-me. E mais que tudo, libertou-me do meu purgatório.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Ontem a noite para mim foi longa, porque não te vi...
Mais longa que as simples manhãs de pura neblina, em que tu e eu gostava-mos de nos recostar num banco de jardim, e sentir aquela brisa no ar, o deambular das folhas que se querem soltar das àrvores e relembrar imagens que nos ficam na memória, como fotografias, que nos fazem querer desaparecer por instantes e tornarmo-nos um só corpo, que se entrega para amar.
Mas a manhã de pura neblina passou tão rápido por mim, como areia entre as mãos, tão rápido que já nem recordo o teu olhar naquele dia, nem as gargalhadas que fizeste ressoar nas àrvores e no banco.
Mas o teu olhar desta noite está-me gravado, no fundo da minha alma, porque tu estas preso em mim, e mesmo que partas do meu mundo, como hoje partis-te, ficarás sempre comigo, nas horas em que sempre estiveste...
Pois és o infinito em mim

domingo, 3 de janeiro de 2010

Alucinação

Hoje cortei-me por ti


O amor, também é dor...
e antes de ter de sentir
a dor que me provocas,
corto-me,
para que no dia em que a sentir,
a dor ser menor...

Som

Nu.... preso num corpo que não é dele....mas o comanda.

A penumbra dos dias têm lhe soprado aos ouvidos. E as melodias que entoa são escritas

nota
a
nota

na sua pele...

São lhe vistos vultos no corpo, os vultos da sua voz...

...mais um cigarro


Vou Partir...
Sei que e tarde para te dizer isto, porque pouco te recordas de mim...
mas tu não sais do meu pensamento nem um só minuto...
se é amor ou doença.... n sei... apenas sei que e algo que me faz sentir todo o meu corpo estremecer, quebrar, vibrar, arrepiar... sei lá, e tantas outras sensações que ainda n consigo explicar...
lol
quando fechava os olhos, diferentemente do que observo depois de te conhecer, apenas via imagens, e na minha cabeça como sempre o meu gira discos tocava uma das musicas que mais ouvia...
agora não, sempre que fecho os olhos, para alem de te ver a olhar para mim, sinto os teus lábios a descerem o meu pescoço, sinto o teu respirar ofegante no meu ouvido, e o que antes era musica no meu gira discos, agora são as palavras que outrora sairam da tua boca...
ainda hoje gosto de fumar um cigarro, para relembrar o sabor dos teus lábios, a textura da tua boca e da tua língua, o roçar dos nossos rostos...
Para ti, foi um momento no mundo... Para mim... deste-me um mundo num momento...
hoje morro por mim... porque não suporto a dor de recordar, e a certeza de te não voltar a ter...
e depois de morto, o gira discos ainda toca o som da tua voz.
*

Apresentação

Sou aquilo que muitas pessoas chamam de demente!
para mim a vida n tem tempo, não tem data, não tem espaço.
apenas o vazio me preenche, e me faz sentir aquilo que realmente quero que me preencha...
e a pouco e pouco, posso dizer que me vou preenchendo com o que amo, com o que escolho, com o que me trespassa, marca e não sai...
sou aquilo que eu quero ser e não o que tu queres que seja!
acendo mais um cigarro e digo, sim!, para que o seu fumo me preencha, me consuma.
beijo.te mais uma vez....e digo.te preenche.me, liberta-me...
e no fim de um dia de ausências, penso...:
"e o que sou? nem eu proprio sei!"
Mas seiq ue o quero encontrar mais que tudo neste mundo!
e agradeço a todos os que fazem a diferença, e que estão lá...
obrigado a todos as pessoas, heroínas, extasy, cocainas, charros... sei lá... obrigado por deixarem.me consumir-vos!